segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Marina diz que PV deve levantar bandeira da ética na política


A ex-ministra do Meio Ambiente, a senadora Marina Silva (AC), foi ovacionada neste domingo em São Paulo como candidata à Presidência da República pelos militantes do PV presentes na convenção que marcou sua filiação oficial ao partido. Marina afirmou que uma das suas exigências para entrar na agremiação foi a reformulação do programa visando a defesa do desenvolvimento sustentável e defendeu que o PV deve levantar a bandeira da ética na política. A filha de Chico Mendes foi uma das lideranças que homologaram a ficha de filiação de Marina.

Em uma luxuosa cerimônia no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, o PV homologou a filiação da ex-ministra com as assinaturas de Elenira Mendes, filha de Chico Mendes, José Luis Penna, presidente do partido, Eduardo Jorge, secretário do Verde e do Meio Ambiente da cidade de São Paulo, e do deputado federal Fernando Gabeira (RJ).

Entre as lideranças do partido presentes ao evento estavam também o ministro da Cultura, Juca Ferreira, o líder do PV na Câmara, deputado José Sarney Filho (MA), além de uma deputada do Parlamento Europeu, a francesa Catherine Greeze.

Em um discurso emocionado, principalmente nos momentos em que lembrou seus mais de 30 anos de militância no PT, Marina afirmou que uma das exigências que fez para entrar no partido foi a reformulação do programa político de modo a se tornar mais focado nas questões de desenvolvimento sustentável. Marina saiu do PT há algumas semanas afirmando não encontrar "condições políticas" para avanços na questão ambiental.

A senadora também defendeu que o partido deve levantar a bandeira na ética da política. "Homens e mulheres de bem aperfeiçoam as instituições", disse Marina, reiterando que não tem mais ilusão acerca de partidos perfeitos.

Sobre a necessidade de preservação do meio ambiente, a senadora também afirmou que sua entrada no PV vai marcar o "encontro com aqueles que já estão convencidos" desta necessidade. Para a ex-ministra, o mundo vive atualmente duas crises, uma econômica e a outra, mais grave, do meio ambiente. "Não há como resolver os problemas econômicos e sociais destruindo a base de nosso desenvolvimento", disse.

Marina também se emocionou quando recordou os momentos de luta ao lado do sindicalista Chico Mendes, assassinado no Acre em 1988, e dos irmãos Jorge e Tião Viana.

O público presente ovacionou Marina como candidata à Presidência da República, mas a senadora evitou comentar o assunto. No entanto, o ministro Juca Ferreira foi uma das lideranças que já afirmou que defende sua candidatura.

O deputado federal Fernando Gabeira comentou apenas que o partido "não pode ser cúmplice de nenhum estelionato eleitoral". "Vai ser candidato no PV, com nosso apoio, aquele que tiver realmente condições de defender o programa e se comportar adequadamente", afirmou.

Gabeira também aproveitou para relembrar a atual crise no Senado Federal e os recentes escândalos de corrupção que afetaram o Congresso. "Temos no Brasil um governo moralmente frouxo, um Congresso apodrecido e um Supremo Tribunal em processo de decomposição", afirmou.

Marina Silva é apontada como um dos principais nomes na disputa pela Presidência da República em 2010. Há duas semanas, ela anunciou sua saída do Partido dos Trabalhadores (PT), no qual esteve vinculada por 30 anos. Sua filiação ao PV é considerada o primeiro passo para uma eventual candidatura presidencial, que ainda não foi oficializada.

O evento também contou com as presenças dos atores Cristiane Torloni e Vitor Fasano, além de dois filhos do ex-presidente João Goulart (1961-1964), Verônica Fialho e Jõao Vicente Goulart.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SP veta nova pista de Viracopos


Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) adiou de setembro deste ano para junho de 2011 o início das obras de ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos. Aposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ser a porta de entrada do País na Copa do Mundo de 2014, o terminal, a 90 km da capital, deve receber R$ 2,8 bilhões em investimentos nos próximos cinco anos. A licença ambiental para as obras, porém, não foi concedida pelo governo estadual, que questiona o estudo e relatório de impacto ambiental (EIA-Rima) entregue em janeiro.

Pelo cronograma original, a construção da segunda pista de Viracopos deveria começar no mês que vem e ser concluída em novembro de 2011. Agora, a estatal planeja entregá-la apenas em abril de 2013, um ano antes da Copa. As dificuldades na obtenção da licença ambiental e nas desapropriações, contudo, colocam em xeque uma das maiores obras de infraestrutura do País, financiada por recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Há duas semanas, em evento em Americana, o governador José Serra (PSDB) afirmou que o EIA-Rima de Viracopos “não se sustenta”. Os primeiros questionamentos sobre a obra foram apresentados em junho por Serra ao ministro da Defesa, Nelson Jobim. A pedido do governo estadual, a Infraero criou um grupo de estudo para discutir com técnicos da Companhia de Tecnologia Ambiental (Cetesb) alternativas para reduzir os impactos ambientais e sociais nas cercanias do aeroporto. A segunda pista, por exemplo, vai cortar uma área predominantemente rural, de 27,4 milhões de m², onde nascentes e córregos serão soterrados.

Na região moram cerca de 3,7 mil pessoas, mas o levantamento social das famílias que serão removidas não foi concluído. A Infraero afirma ter ajuizado o processo de desapropriação na Justiça Federal. O projeto inicial, alterado em janeiro de 2006, previa a remoção de 16.002 famílias de 12 ocupações no entorno do aeroporto. Em 2006, porém, o presidente Lula anunciou que as famílias não seriam mais removidas e que o aeroporto cresceria do outro lado da Rodovia Santos Dumont, onde há chácaras, fazendas, dois haras e um clube de polo. O EIA-Rima, encomendado pela Infraero à Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental, lista 37 impactos da ampliação (lei na página. C3).

Embora digam aceitar as críticas vindas do governo paulista, dirigentes da estatal defendem a posição de que a discussão seja travada apenas no campo técnico e dizem estranhar manifestações contrárias feitas publicamente por Serra. A Infraero afirma que o adiamento das obras não afetará o cronograma para a Copa, pois a construção será feita em dois turnos. Segundo a assessoria da estatal em Campinas, as obras devem durar 24 meses.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Presidente do Parlamento discute ampliação do Viracopos com vereador de Indaiatuba


Presidente do Parlamento Metropolitano da RMC discutiu no dia 12 os problemas causados pela ampliação do aeroporto de Viracopos com o presidente da Comissão Metropolitana de Viracopos, o vereador de Indaiatuba Bruno Arevalo Ganem (PV). O encontro foi na Câmara de Hortolândia.

O presidente do Parlamento Metropolitano da RMC (Região Metropolitana de Campinas) e da Câmara de Hortolândia, George Julien Burlandy, o Dr. George (PR), se reuniu dia 12 de agosto com o vereador de Indaiatuba e presidente da Comissão Metropolitana de Viracopos, Bruno Arevalo Ganem (PV) para discutir a ampliação do aeroporto de Campinas. A reunião aconteceu no gabinete da presidência de Hortolândia.

Os dois presidentes discutiram os impactos ambientais que a ampliação do aeroporto trará para seu entorno. A Comissão presidida por Ganem luta por vários pontos tentando diminuir os impactos ambientais que esta obra trará, e veio pedir apoio do Parlamento que ultimamente vem discutindo o assunto. Entre as principais deliberações da Comissão está a redução da área de ampliação do Viracopos, a construção de um aeroporto em Bauru com o objetivo de diminuir o impacto de ampliação somente em Campinas, exigir do DAIA (Departamento de Avaliação de Impacto Ambiental) audiências públicas formais nas cidades atingidas pela ampliação entre outros assuntos.

O presidente do Parlamento se mostrou disposto a agir em conjunto para evitar ao máximo o impacto ambiental. “Não somos contra o desenvolvimento da região, somos completamente a favor da ampliação do aeroporto de Viracopos, mas temos que discutir os problemas causados por ela e tentar minimizar ao máximo os impactos ambientais causados pelo crescimento. O Parlamento vai agir para que possamos ter esta ampliação da melhor maneira possível”, comentou o presidente.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Alimentação Orgânica


- Procure comprar direto do produtor, pois além de contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar, você estará conhecendo de perto quem produz o alimento que você consome e assim garantido alimentos mais saudáveis;

- Evite consumir alimentos que contenham componentes transgênicos. Os transgênicos não são alimentos seguros nem para a saúde humana nem para o ambiente. Exija que os fabricantes rotulem seus produtos que contenham ingredientes transgênicos conforme a lei;

- Diminua o consumo de carne, pois a pecuária ainda é responsável por boa parte do desmatamento na Amazônia. A pecuária extensiva praticada no Brasil, é uma atividade extremamente impactante, responsável por desmatamento, compactação dos solos, contaminação da água,efeito estufa e comprometimento da biodiversidade. Suínos e frangos também produzem grande impacto, sobretudo com contaminação de água e solo e maus tratos aos animais. Os peixes que são criados em cativeiro têm os mesmos problemas de suínos e aves. Se forem pescados no mar ou em rios sofrem com a sobrepesca e extinção de muitas espécies.

- Dê preferência a produtos in natura, não industrializados. Alimentos industrializados têm consumo maior de energia e água, possuem muitas vezes ingredientes de qualidade duvidosa. Além disso, têm aditivos como conservantes, corantes, etc...

- Os alimentos não industrializados podem ser facilmente comprados sem embalagem. Quando já estiver previamente embalado priorize embalagens maiores, de tamanho familiar e de melhor degradabilidade com as de papel;

- Guarde seus alimentos em recipientes que possa voltar a utilizar (como embalagens de vidro) e não em folha de alumínio ou filme plástico;

- Dê preferência às comidas típicas e aos ingredientes de sua região, pois estará ajudando a reduzir custos de transporte para que o produto de uma outra região chegue até você e evitando as perdas causadas pela manipulação dos alimentos;

- Consuma verduras, legumes e frutas da estação, que além de respeitar o ciclo natural e ser mais saborosos, têm preços mais baixos;

- Aproveite as partes boas de verduras e legumes. Se legumes ou frutas apresentarem partes estragadas, aproveite o que for possível;

Fonte: De olho na vida: reflexões para um consumo ético. Guilherme Blauth e Patrícia Abuhab – Florianópolis: Instituto Harmonia da Terra, 2006.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Atrações da Instituição Deco 20

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Audiência Pública (Viracopos) - Hortolândia


É com grande satisfação que lhe convido para participar da Audiência Pública informal para discussão do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) das obras da primeira fase da Ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, a ser realizada na Câmara Municipal de Hortolândia em 20 de Agosto de 2009, com inicio às 8h30.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Abaixo-Assinado: NÃO ao atual (e bastante falho) projeto de Ampliação do Aeroporto de Viracopos

>>Clique aqui e assine este abaixo-assinado <<

Conteúdo do Abaixo-Assinado:

Excelentíssimo Sr. LUÍS INÁCIO LULA DA SILVA, D.D. Presidente da República
Excelentíssimo Sr. José Serra, D.D. Governador do Estado de São Paulo

A ampliação do aeroporto de Viracopos da forma proposta pela INFRAERO e endossada pelo atual Governo Municipal de Campinas é repudiada por todos abaixo assinados. O ecossistema da região com importante remanescente do bioma cerrado, dezenas de nascentes, córregos e ribeirões, áreas rurais férteis e produtivas, comunidades históricas e culturais como Friburgo e Helvetia, estão ameaçados de degradação e de extinção diante da implantação do megaempreendimento imobiliário que pretende ocupar a área destinada à desapropriação para a expansão do aeroporto de Viracopos. Nesse ambiente de extrema fragilidade ambiental são ainda encontradas ricas espécies da flora e da fauna − algumas ameaçadas de extinção. Sem nenhum planejamento estratégico urbano que minimize os grandes problemas já instalados na região, como o trânsito caótico das rodovias, os congestionamentos, a poluição sonora e atmosférica já em níveis de saturação, a falta de área útil para aterros sanitários, o desmantelamento dos serviços públicos sanitários e a escassez dos recursos hídricos, esse projeto causará um imenso impacto ao ambiente natural da Região Metropolitana de Campinas, trazendo profundas implicações na manutenção da qualidade de vida da região, com reflexos desastrosos na saúde pública. O projeto já posto para o licenciamento ambiental contraria os dispositivos expressos nas Constituições Federal e Estadual, na legislação ambiental, no Estatuto da Cidade e em outras bases legais. Além de inviabilizar a implantação dos Eixos Verdes, conforme preconizado no Plano Diretor do município de Campinas, que é um anseio da população. O uso desmesurado do território, que privilegia interesses privados acima das necessidades públicas, deixa somente a perspectiva do grande passivo ambiental que será creditado à memória da nossa geração, como ocorre hoje no planeta. Portanto, nós, instituições signatárias e cidadãos da Região Metropolitana de Campinas, somos contrários à Ampliação de Viracopos da forma irresponsável pela qual se apresenta e solicitamos a revisão do projeto em referência.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Para Serra, EIA-Rima de Viracopos ‘não se sustenta’


Governador criticou ontem pela primeira vez o projeto ambiental

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou ontem, pela primeira vez, o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) apresentado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para ampliação do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas. Segundo ele, “ambientalmente”, o projeto de ampliação do aeroporto “não se sustenta”. “Defendemos um projeto que seja bom, que seja viável, que exista do ponto de vista ambiental. Porque, se pegar o caminho errado, depois vai ficar encravado e não anda mais”, afirmou, durante cerimônia de assinatura de convênio com a Prefeitura de Americana para reforma e ampliação do Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.

“Eu conversei com o ministro (Nelson Jobim, da Defesa) sobre isso porque eles (governo federal) têm um projeto que, ambientalmente, não se sustenta”, afirmou. Em junho, durante participação no 16º Congresso Estadual do PPS, em Jaguariúna, o governador já havia demonstrado ao Correio sua preocupação na questão ambiental em torno do projeto. Ele disse que tinha sido alertado pelo secretário de Estado do Meio Ambiente, Xico Graziano, sobre as polêmicas ambientais e que procuraria o ministro para obter informações sobre o projeto e as intenções do governo federal na área ambiental.

A declaração de Serra, porém, coloca um ponto de interrogação sobre o andamento do projeto, já que é o governo estadual, por meio da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), o responsável por liberar o início das obras no aeroporto, isso somente após a análise dos impactos ambientais. O governador, além de defender o projeto anterior de ampliação de Viracopos, que inclui a desapropriação e a retirada de famílias da área localizada do outro lado da Rodovia Santos Dumont (SP-75), disse que tem “batalhado, falado muito sobre isso” (preocupação ambiental em torno da ampliação do aeroporto), e que está “angustiadíssimo” com o assunto. “Viracopos é a única opção para ampliação aeroportuária de São Paulo. Ele (aeroporto) pode ser ampliado para 20, 30 vezes o seu volume atual de passageiros”, disse, defendendo a concessão do terminal. “O melhor caminho é o da concessão e a Infraero não vai fazer isso nunca. Ela não tem competência para isso”, afirmou Serra.

Repercussão

O superintendente da Infraero em Campinas, Cláudio Salviano, disse ontem, via assessoria, que a empresa mantém boas tratativas com todos os órgãos nos quais tramita o EIA-Rima de Viracopos e que aguarda a manifestação oficial da Cetesb sobre o estudo ambiental apresentado. A Prefeitura de Campinas e o Ministério da Defesa optaram por não comentar a declaração de Serra.

No entanto, conforme revelou ontem o secretário de Meio Ambiente de Campinas, Paulo Sérgio Garcia de Oliveira, o estudo ambiental apresentado no começo desta semana pela Prefeitura, recomendando medidas de conservação e compensação ambiental ao projeto de ampliação de Viracopos, foi um “pedido” da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O objetivo seria apresentar à Infraero um diagnóstico ambiental feito por técnicos com conhecimento local. Dessa forma, conforme publicado anteontem pelo Correio, o prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos (PDT), propôs uma série de condições para ampliação do aeroporto, como recuperação de nascentes, preservação e reflorestamento de vegetação em uma área três vezes superior à que será suprimida para a construção da segunda pista de Viracopos, além da aplicação de parte dos recursos da compensação ambiental na elaboração do plano de ocupação da bacia do Rio Capivari.

“Com o estudo, esperamos contribuir com o processo de licenciamento ambiental para implantação do projeto de ampliação do aeroporto”, disse o secretário. “Com as considerações feitas no estudo ambiental municipal, acreditamos que todas as questões, hoje não contempladas, serão atendidas. Dessa forma, temos a plena viabilidade ambiental do projeto”, afirmou Oliveira. O secretário disse ainda que o estudo será enviado ainda esta semana ao Estado e à Infraero, e que cobrará um resultado da análise de ambas instituições.

O diagnóstico apontou 48 nascentes na área do atual e futuro sítio aeroportuário, das quais 26 drenam para o Rio Capivari e 22 para o Capivari-Mirim. Na primeira fase de ampliação de Viracopos, prevista para 2015, o estudo diz que serão toleradas intervenções em no máximo nove nascentes, para as quais deverão ser apresentados projetos técnicos de captação, condução e lançamento nos cursos de água. A Prefeitura quer que a intervenção tenha como contrapartida a recuperação e reflorestamento de 33 nascentes a serem preservadas, além de exigir uma série de planos e projetos para a obtenção da licença de instalação.

Segundo o secretário de Meio Ambiente, na implantação da primeira fase das obras de ampliação, a Prefeitura quer que a supressão de vegetação seja limitada a 150 hectares, sendo condicionada à preservação de 288 hectares de formações vegetais nativas, além da recuperação de 450 hectares de áreas inseridas no sítio aeroportuário nas Reservas Ambientais Permanentes, hoje desprovidas de vegetação. Atualmente, existem 438 hectares de vegetação nativa remanescente, sendo 235 hectares de cerrado, 173 de floresta mesófila semidecídua e 29,7 de campos de várzea no sítio aeroportuário.

Documento é analisado na Secretaria de Meio Ambiente

O EIA-Rima apresentado pela Infraero está sendo analisado por técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente. O documento prevê, além dos 37 impactos ambientais, o investimento de R$ 32,4 milhões em compensações ambientais e uma série de medidas preventivas e de controle para amenizar os impactos à vegetação, ao solo, às águas subterrâneas, à população, à fauna e à flora. A compensação está calculada com base em 0,5% dos investimentos de R$ 6,4 bilhões previstos na ampliação e operação de Viracopos até 2015. De acordo com a assessoria da secretaria, a análise feita pelos técnicos está na sua fase preliminar, de levantamento de dados para confrontar com as questões apresentadas pela Infraero. Segundo a assessoria, tudo está sendo feito de forma a verificar se o estudo atende à legislação ambiental vigente. “Nesse momento, os técnicos trabalham sobre o EIA-Rima apresentado pela Infraero e qualquer informação dada nesse momento seria precipitada”, informou a assessoria. O levantamento, formado por seis volumes de textos e mapas, foi elaborado pela Walm Engenharia e Tecnologia Ambiental. O estudo pede o licenciamento para implantação da segunda pista (prevista para ser concluída em 2010), área para teste de motores e inspeção de aeronaves, implantação do primeiro módulo do novo terminal de passageiros, miniterminais, pátio de aeronaves, edifício garagem/estacionamento, ampliação do Sistema Terminal de Cargas, implantação do Centro de Manutenção da Infraero, implantação do Serviço de Salvamento e Combate a Incêndio, vias de acesso internas e infraestrutura básica. Também estão sendo licenciados lotes para o parque de abastecimento de aeronaves, para o sistema de companhias aéreas e sistema de aviação geral, para o sistema industrial de apoio, para a estação de tratamento de resíduos, para estações ferroviárias e para o aeroporto indústria. (VBF/AAN)

SAIBA MAIS

O convênio firmado entre o governo do Estado e a Prefeitura de Americana prevê investimentos de R$ 7,8 milhões. Inicialmente, serão liberados R$ 2 milhões, sendo contemplado o restante dos recursos com o andamento da obra. O objetivo é tornar o Hospital Municipal um complexo de saúde que englobará 30 especialidades, incluindo um hospital pediátrico (com UTI e pronto-socorro).

Venceslau Borlina Filho
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
venceslau.borlina@rac.com.br

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Campanha do Leite: Um Sucessoo...

Saiu no Jornal Exemplo sobre a Campanha do Leite, arrecadamos 1366 litros de leite, foi um sucesso, parabéns galera...


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segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Bruno Ganem e a Comissão de Segurança ouve delegado do 1º Distrito Policial


A Comissão de Representação de Segurança da Câmara Municipal de Indaiatuba, formada pelos vereadores Túlio Tomass do Couto, presidente, Luiz Alberto Pereira (Cebolinha), relator, Bruno Arevalo Ganem, secretário, além de Fábio Marmo Conte e Helton Antônio Ribeiro, esteve reunida na manhã de terça-feira, dia 4 de agosto, a fim de ouvir as declarações do delegado do 1º Distrito da Polícia Civil de Indaiatuba, Antonio Góes Filho.

Em cerca de duas horas de reunião, os vereadores puderam compartilhar dos conhecimentos técnicos do novo delegado de Indaiatuba, que expôs a necessidade, principalmente, de se criar mais distritos policiais e aumentar o efetivo da Polícia Civil na cidade. “De uma forma geral, a infra-estrutura em Indaiatuba é boa e chega a ser melhor do que em muitos outros municípios, mas a falta de policiais sobrecarrega os trabalhadores da área e até compromete o andamento das investigações”, afirma o delegado.

Com 32 anos de vida policial, Antonio Góes Filho sente-se à vontade para traçar um panorama da segurança. “Vejo que Indaiatuba precisa ser dividida em termos administrativos no que diz respeito à Polícia Civil. Para isso, seria importante que houvesse, ao invés de uma superdelegacia, mais distritos policiais”, diz. Para ele, existe uma dúvida em relação à distribuição da fixação de quadros, ou seja, “com a centralização, pode ser que a cidade acabe recebendo menos delegados, escrivães e investigadores”.

Segundo ele, todo o processo de melhorias exige engajamento político. “Para se criar um distrito é necessário somente um decreto do governador (José Serra)”, garante. E acrescenta: “A criação de cargos, por sua vez, é um processo determinado por lei”.

O delegado destaca que a falta de policiais civis na cidade acaba atrapalhando o processo de investigação, o que pode gerar uma sensação muito negativa de impunidade. “Atualmente, temos um investigador para cerca de 100 mil habitantes, o que significa que não dá para realizar o trabalho da forma mais adequada”, diz. E complementa: “Cada escrivão deveria trabalhar com cerca de 100 inquéritos, em média, mas, em Indaiatuba, esse número é seis vezes maior, ou seja, chega a 600”. Desta forma, ele diz que acaba tendo que estabelecer prioridades, dando destaque aos casos de interesse público como roubos, furtos, homicídios, etc. e não particular, como acontece em casos de acidentes de trânsito, agressões, entre outros.

Para Antonio Góes Filho, os principais problemas de criminalidade em Indaiatuba estão ligados ao furto de veículos e assaltos, mas também é grave a situação do tráfico de drogas, que acaba gerando muitos outros delitos. “A Polícia Militar e a Guarda Municipal desenvolvem um trabalho importante ao prender traficantes, mas nós sabemos que esta é uma ação que combate apenas o final do ciclo”, conta. Na sua visão, é preciso haver investigação e, para isso, é importante que investigadores da seccional de Campinas atuem aqui.

Quando questionado a respeito das necessidades mais urgentes para se combater a criminalidade em Indaiatuba, o delegado comenta que é preciso implantar um plantão fixo 24 horas, fazendo com que sempre haja um delegado, pelo menos dois escrivães e dois investigadores à disposição das pessoas. “Essa equipe também é importante, pois acaba resolvendo imediatamente os casos mais simples”, diz. Além do plantão, o delegado reafirma que é urgente que Indaiatuba receba mais policiais.

Em termos de soluções que envolveriam um trabalho mais político e demorado, Antonio Góes Filho expõe a necessidade de se postular a criação de uma seccional em Indaiatuba, o que traria, segundo ele, maior autonomia administrativa e orçamentária para a cidade. Ele chega a citar o caso do município de Casa Branca-SP, que, apesar de ter cerca de 30 mil habitantes, possui uma seccional. “Itu, por exemplo, está batalhando por uma seccional, sendo que o quadro da cidade vizinha é melhor do que em Indaiatuba, já que conta, atualmente, com oito delegados, três Distritos, um Batalhão e uma Companhia da Polícia Militar”, finaliza.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Cuide dos Recursos Hídricos


* Conserte torneiras que estiverem pingando. Isso poderá evitar o desperdício de até 45 litros de água por dia.

* Instale torneiras com aerador - "peneirinhas" ou "telinhas" - na saída da água. Assim você acaba utilizando menos água.

* Evite utilizar a mangueira para limpar jardins, calçadas, passeios e quintais. Use uma vassoura para executar essa tarefa. É mais rápido e não gasta água.

* Utilize um regador para molhar as plantas. Quando a mangueira é utilizada para este fim, muita água é desperdiçada.

* Substitua a mangueira por um balde e um pano para lavar seu veículo. O consumo de água será muito menor.

* Desligue a mangueira quando não estiver sendo usada. Isso evita o desperdício de água.

* Feche a torneira enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes ou faz a barba. Não desperdice água.

* Colete água da chuva para regar suas plantas. Assim você não gasta água encanada. Mas lembre-se de armazená-la em um recipiente fechado para evitar a proliferação do mosquito da dengue.

* Lave a louça em uma bacia com água e sabão e abra a torneira só para enxaguar. É mais barato e melhor para o meio ambiente.

* Conserte vazamentos nos canos em sua casa assim que detectá-los. Sua conta de água diminuirá e o meio ambiente agradecerá.

* Junte as roupas para lavar e passar. Desta maneira, você gasta menos água e menos energia elétrica.